Os perigos de correr única: Mordida por um cão

Dizem que o melhor amigo do homem é o cão, mas entre os que corremos, às vezes, é o pior inimigo. Por que eu digo isso? Este ano, tive um bom susto correndo pela montanha, ia desfrutando de uma clareira em meio a tanta chuva e neve, até mesmo saiu o arco-íris e correr eu fazia mais leve enquanto pensava nas minhas coisas e longo estradas de terra. Ao chegar a uma das hípicas, que está no meio da montanha me saiu um cão que estava solta e sem me dar tempo para reagir, me mordeu por trás na coxa, a traição.Menos mal que reaccioné rápido, eu me virei e comecei a gritar enquanto eu estava latindo e não me amedranté porque o cão continuava me fazendo cara e não tinha ninguém para me ajudar. Comecei a pedir ajuda, mas é que nesse dia não havia ninguém na hípica e haviam deixado os três cães soltos.

Não sei de onde tirei coragem para afastar o cão e seguir correndo para o povo, mas o que ia fazer, aí não havia ninguém e levou um bom mordida, a malha rota estava cheia de sangue e isso me assustou bastante, desci direto para a Polícia e chorando lhes contei o que eu tinha passado, então eu rapidamente me levaram ao Centro de Saúde para vacunarme e curarme a ferida e vimos que não havia rasgado felizmente, mas que tinha um bom mordida e um bom susto.

Se acaso vos acontece, deixo-vos esta notícia que eu postei no www.sportlife.es sobre o que há que fazer diante de um ataque de cão.

Não quero dar muitas voltas ao assunto, eu gosto dos animais e nunca tive medo dos cães quando me saem ao trote enquanto corro, eu paro e deixo olerme para que se tranquilicen, mas neste caso não tive nenhuma opção, nem lhe vi, vir e me parece que os responsáveis são os donos que deixam um cão que já havia atacado antes, solto, sem amarrar, com as portas abertas e sem ninguém a seu cargo. Eu tenho sido feliz, dentro de ruim, porque só eu tenho levado uma mordida, mas podia ter sido pior, e eu teria encontrado sozinho e sem nenhuma ajuda.

De momento, me tocou tomar antibiótico e vacunarme, com o tempo terei uma cicatriz de lembrança para contar minhas histórias de corretora e é que O que não me passe a minha! Algum dia vou te dizer mais, já me foi picado por uma víbora, deixou-me um elefante correndo e me perseguiram a ponta da navalha até o meu trabalho, e tudo isso enquanto treinava…terei que escrever um livro e, desde então, não penso titular com o de ‘Correr é de covardes’.

Enquanto estou incentivando uma amiga que tem o cão para correr comigo, porque agora eu não posso evitar de pirar a cada vez que me cruzo com algum perrillo, não importa o tamanho que tenha. Os donos sempre te dizem o mesmo: Calma, que não morde, mas eu já não me fio, será uma questão de tempo para eu passar o susto, mas de momento ali estou superando o ‘traumilla’.

Leave a Reply